De que valem as lágrimas que escorrem tão fácil, o mundo que não me cabe no peito, de que me vale estar tão à superfície? Pra quem olha de fora, o valor não vem pelo que aparece dentro de mim. Pra quem olha de fora é preciso que eu faça. O que fazer, está aí uma pergunta não perguntada e tão pouco respondida.
Porque a alma se constrói todos os dias, camadas e camadas de arrepios e ternura aprendidos. Lições de como ser gente, permitir-se sentir, olhar com o coração para as coisas. Um novo fôlego em oração à minha essência. O meu eu presente, o presente de absorver toda a intensidade que se oferece.
E meus dedos trêmulos, inseguros. Meus pés sem caminho se contorcem. Meus pequenos olhos, eu tão pequena e tudo tão grande aqui dentro.
"Mas quem você é, o que faz de importante?" - eles perguntam. Mas não é importante ser feliz? Ser respeitado a troco de quê? Ser conhecido, ser lembrado. Mas para quê? Prefiro o anonimato em regozijo. Prefiro a irrelevância da serenidade. Tão-mais importante para mim aproveitar essa única chance, valer a pena de ser tão evanescente, ter estado brevemente mas bravamente em estado de graça.
De que vale? De nada. No fim é tudo fim. Mas agora eu existo, e essa alegria sucesso nenhum vale adormecer.
Gostei muito dos textos que você postou aqui, são muito bons!
ResponderExcluirPena que não tem a visibilidade do Felizvros.
Ainda assim, parabéns, você escreve muito bem!
Beijos
http://letraslivros.blogspot.com
Boa noite.
ResponderExcluirGostei muito do texto...você esta de parabéns.
Abçs.
http://devoradordeletras.blogspot.com/